Numa época de grandes transformações sociais e económicas do mundo ocidental, em consequência da nefasta Peste Negra ocorrida acerca de duas décadas, sobe ao trono em 1367, el-rei D. Fernando, o Belo, intitulado rei de Portugal e do Algarve.
Não obstante as mudanças, o monarca vai receber um reino em paz e com um tesouro riquíssimo, pelo que poderá alimentar as suas grandes paixões: a caça e as modas de gostos artísticos e culturais, muito refinados, que eram também praticadas pela restante aristocracia europeia.

Após a morte de D. Pedro, de Castela, no âmbito da crise sucessória, Portugal entra em guerra com aquele reino, em três períodos distintos. D. Fernando reclama para si o trono castelhano, iniciando as guerras fernandinas com a invasão da Galiza, onde é aclamado rei em várias destas cidades por ter ali muitos apoiantes.

Sendo um monarca inconstante em algumas das decisões, a sua governação em tempos de paz foi notável, dando início a um projeto político inovador que vai partilhar com a rainha D. Leonor Teles. Assumiu a construção de muralhas e de grandes edifícios em várias cidades, promulgou a Lei das Sesmarias, criou a Torre do Tombo, a Casa dos Contos e fundou a Companhia das Naus, adaptando assim, a administração régia às necessidades dos novos tempos.

Por volta de 1379, há referências a um episódio de tentativa de assassinato de D. Fernando, em que lhe terão dado peçonha para o matar. As consequências deste ato deixaram-lhe graves problemas de saúde, originando uma viragem na governação, promovendo uma participação mais ativa nas decisões e ações do reino por parte da rainha D. Leonor Teles, a “mal-amada” pelo povo.

D. Fernando foi-se debilitando, lentamente, até à sua morte que ocorreu no ano de 1383.

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